Quarta-feira, Julho 09, 2008
Todos ao SEA !
Vai um pouco tarde mas aqui fica também o link para a Sociedade de Equipadores Anónimos:
http://www.equipadores.blogspot.com/
E como quem não quer a coisa chamo a atenção para o sub-título do blog...
"Porque as vias não caem do céu e as plaquetes não nascem nas paredes"
Não sei se estás a ver ó sócio, mas a ideia é participar na Sociedade!... No fundo é simples, tornas-te membro, chegas-te à frente com a ninharia dos 20€ e automáticamente deixas de ser um parasita trepador de paredes para passar a ser um participativo escalador da comunidade!
O blog até têm uma listinha de gente simpática que já é membro. Se esta lista não chegar pelo menos aos 100, creio que mais vale é desistir de ter uma comunidade de escaladores em Portugal e assumirmos que só existe um conjunto de gente papa-vias. A ver vamos...
Domingo, Junho 22, 2008
2 falhas na segurança em Sintra
À poucas horas atrás, Macau encontrou duas lacunas na segurança do bloco da prisao.

para começar safou-se do "BOP 7b"

pouco depois "Prision Break 7c"

para começar safou-se do "BOP 7b"

pouco depois "Prision Break 7c"
Terça-feira, Maio 27, 2008
Mentalidade da cana
No outro dia apercebi-me de que a geração Gri, aquela que quando apareceu era motivo de gozo, já é considerada velha e clássica e que agora chegou uma nova geração (ou mentalidade): A geração cana ou cheat-stick. Ao menor contratempo ou dificuldade sacam do pauzinho e ala p’ra cima, os tops justificam os meios e o que é preciso é fazer uma análise detalhada das presas e descobrir o melhor método científico-económico de resolver os passos duros. As vias são laboratórios e a escalada uma ciência exacta. A via faz-se assim, para a encadear treinas assado e basta seres motivado como o burro pela cenoura à volta da nora.
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Não tenho nada contra esta mentalidade... senão uma ligeira repugnância e náusea (atenção, estou a falar da mentalidade e não dos escaladores). O principal problema de ver as vias como um laboratório é que isso faz do escalador um macaquinho amestrado sujeito a testes neuro-sensoriais. E para condicionamentos já bastam os sinais de trânsito, os semáforos, os polícias nas esquinas, a escola, a televisão e o rolo compressor do pensamento das maiorias.
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Não é que eu queira acabar com as canas, o que não me agrada mesmo nada é ter uma dentro da cabeça como uma muleta sempre à mão. Usar a cana por dá cá aquela palha é desprezar as vias e humilhar-se como escalador.
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Não tenho nada contra esta mentalidade... senão uma ligeira repugnância e náusea (atenção, estou a falar da mentalidade e não dos escaladores). O principal problema de ver as vias como um laboratório é que isso faz do escalador um macaquinho amestrado sujeito a testes neuro-sensoriais. E para condicionamentos já bastam os sinais de trânsito, os semáforos, os polícias nas esquinas, a escola, a televisão e o rolo compressor do pensamento das maiorias.
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Não é que eu queira acabar com as canas, o que não me agrada mesmo nada é ter uma dentro da cabeça como uma muleta sempre à mão. Usar a cana por dá cá aquela palha é desprezar as vias e humilhar-se como escalador.
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Fim do intervalo
Finalmente, dou por terminada esta ausência aqui da blogosfera. Mas antes de voltar à idade da pedra e dos rochedos vou colocar um post, quase de certeza, sem interesse nenhum para a maior parte dos escaladores. Trata-se do prefácio que escrevi para a tese e que trata de… eucaliptos! Pois, essa espécie amaldiçoada e de que nos habituámos ouvir dizer mal. De qualquer maneira, como creio que há pelo menos um escalador que não ficará indiferente, já vale a pena deixar aqui o texto.
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Ao longo do tempo, e mesmo antes de dar início aos trabalhos desta tese, fui-me deparando com a oposição latente e generalizada à espécie que é objecto deste estudo – o eucalipto. Esta oposição, de que damos conta muitas vezes, desde as conversas à mesa de café até aos meios mais informados e científicos, parece ter-se enraizado como um preconceito na mentalidade geral e tudo indica que dificilmente será ultrapassada, independentemente do conhecimento efectivo que já existe sobre a espécie, fruto da larga investigação das últimas décadas (e.g., Alves et al. 2007). Mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, também a mim me surgiu a necessidade de tomar uma posição e de, portanto, saber o que escrevia a ciência e o que alvitravam os investigadores, formados à beira desses eucaliptais que cresciam tão bem como os seus opositores. Mergulhei então nas polémicas dos impactes ambientais do eucalipto sobre os diferentes recursos – água, solo, biodiversidade e paisagem – desde os autores que escrevem “cobras e lagartos” dessas plantações que acusam de não os ter (Caldas 1990), até aos outros mais apologistas do uso desta espécie (Soares et al. 2007).
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Do ponto de vista científico, e em poucas palavras porque não cabe aqui alongar-me sobre o assunto, o que encontrei tranquilizou-me e vejo-me tentado a resumi-lo da seguinte forma: Utilizando as técnicas de silvicultura adequadas às específicas condições de cada meio é possível reduzir os impactes ambientais a níveis negligenciáveis. Por outro lado, não deixa de ser preciso reconhecer que ao nível da paisagem e numa escala regional, se encontram por vezes verdadeiros atentados, quer devido ao incumprimento das boas práticas, quer em consequência da ocupação desregrada de grandes extensões contínuas com plantações desta espécie (Silva et al. 2007).
Do ponto de vista científico, e em poucas palavras porque não cabe aqui alongar-me sobre o assunto, o que encontrei tranquilizou-me e vejo-me tentado a resumi-lo da seguinte forma: Utilizando as técnicas de silvicultura adequadas às específicas condições de cada meio é possível reduzir os impactes ambientais a níveis negligenciáveis. Por outro lado, não deixa de ser preciso reconhecer que ao nível da paisagem e numa escala regional, se encontram por vezes verdadeiros atentados, quer devido ao incumprimento das boas práticas, quer em consequência da ocupação desregrada de grandes extensões contínuas com plantações desta espécie (Silva et al. 2007).
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No entanto, para além dos possíveis efeitos deletérios numa hipotética e indefinida qualidade ambiental, a expansão do eucalipto é significativa pelas importantes e concomitantes transformações do mundo rural que lhe estão na origem e que lhe estão associadas. E é por essa perspectiva que se compreende que a atribuída degradação estética da paisagem, se deve não tanto ao aumento das áreas de eucaliptal mas à “desordenação” do território, resultante, em grande parte, do abandono dos campos pela agricultura e à perda dessa malha estruturante. O tão apregoado drama da eucaliptização do país foi, afinal, muito mais o drama do fim de uma ordem tradicional rural onde as gentes tinham o seu lugar definido, num equilíbrio com o meio e numa harmonia que atravessava os séculos. Aliás, como bem o viu e expressou Oliveira Baptista (2007) num ajustado trecho: “Esta resistência (ao eucalipto) correspondeu ao confronto com uma mudança profunda, à constatação inevitável e visual que o espaço deixara de ser os campos que se trabalhavam e que se percorriam. Os eucaliptais apareciam com o consagrar da ruptura das populações com o espaço que as rodeava, e que estas agora viam com distância e exterioridade. A recusa dos eucaliptos era, assim, a descoberta da paisagem e, simultaneamente, a recusa do símbolo que as populações associavam às transformações que viviam”. Esta exterioridade forçada, que correspondeu na prática ao fim de um modo de vida secular, imposta pelas altas leis das economias e do mercado comum, foi o verdadeiro drama de um mundo rural que agonizava, órfão das preocupações governamentais e abandonado à sua sorte. E com o fim desse mundo, o camponês, esse “homem eterno” que atravessava imutavelmente o tempo, deixou aí de ter lugar e de integrar o espaço, completando-o. Assim, a natural revolta dos camponeses contra o eucalipto transcende em muito a árvore que lhe invadiu os campos ainda antigos.
No entanto, para além dos possíveis efeitos deletérios numa hipotética e indefinida qualidade ambiental, a expansão do eucalipto é significativa pelas importantes e concomitantes transformações do mundo rural que lhe estão na origem e que lhe estão associadas. E é por essa perspectiva que se compreende que a atribuída degradação estética da paisagem, se deve não tanto ao aumento das áreas de eucaliptal mas à “desordenação” do território, resultante, em grande parte, do abandono dos campos pela agricultura e à perda dessa malha estruturante. O tão apregoado drama da eucaliptização do país foi, afinal, muito mais o drama do fim de uma ordem tradicional rural onde as gentes tinham o seu lugar definido, num equilíbrio com o meio e numa harmonia que atravessava os séculos. Aliás, como bem o viu e expressou Oliveira Baptista (2007) num ajustado trecho: “Esta resistência (ao eucalipto) correspondeu ao confronto com uma mudança profunda, à constatação inevitável e visual que o espaço deixara de ser os campos que se trabalhavam e que se percorriam. Os eucaliptais apareciam com o consagrar da ruptura das populações com o espaço que as rodeava, e que estas agora viam com distância e exterioridade. A recusa dos eucaliptos era, assim, a descoberta da paisagem e, simultaneamente, a recusa do símbolo que as populações associavam às transformações que viviam”. Esta exterioridade forçada, que correspondeu na prática ao fim de um modo de vida secular, imposta pelas altas leis das economias e do mercado comum, foi o verdadeiro drama de um mundo rural que agonizava, órfão das preocupações governamentais e abandonado à sua sorte. E com o fim desse mundo, o camponês, esse “homem eterno” que atravessava imutavelmente o tempo, deixou aí de ter lugar e de integrar o espaço, completando-o. Assim, a natural revolta dos camponeses contra o eucalipto transcende em muito a árvore que lhe invadiu os campos ainda antigos.
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Sem dúvida, que mesmo para quem não tem laços profundos com o mundo rural, há algo de chocante quando, passeando por esse país fora, a única ordem que se encontra em muitas paisagens nos é dada pelas fileiras alinhadas das plantações de eucaliptos. Decerto, essa floresta não satisfaz a nossa necessidade, muitas vezes subconsciente, do elemento natural. Todavia, não faz sentido exigir a esta silvicultura de produção intensiva que cumpra as funções que se esperam das florestas semi-naturais. Não é, pois, o eucalipto que está a mais nesse território entregue a si próprio, mas um ordenamento e uma responsabilidade de intervenção sobre a paisagem que se encontram em falta. Como já muitas vezes se repetiu, o eucalipto é uma árvore “decente” e cumpre a sua função, isto é, a de criar um espaço muito humano algures a meio caminho entre uma seara e uma floresta. E como qualquer árvore, para além de ser um elemento vertical da paisagem, evoca também as colunas ascendentes dos templos sagrados, simbolizando pontes vivas entre a terra e o céu.
Sem dúvida, que mesmo para quem não tem laços profundos com o mundo rural, há algo de chocante quando, passeando por esse país fora, a única ordem que se encontra em muitas paisagens nos é dada pelas fileiras alinhadas das plantações de eucaliptos. Decerto, essa floresta não satisfaz a nossa necessidade, muitas vezes subconsciente, do elemento natural. Todavia, não faz sentido exigir a esta silvicultura de produção intensiva que cumpra as funções que se esperam das florestas semi-naturais. Não é, pois, o eucalipto que está a mais nesse território entregue a si próprio, mas um ordenamento e uma responsabilidade de intervenção sobre a paisagem que se encontram em falta. Como já muitas vezes se repetiu, o eucalipto é uma árvore “decente” e cumpre a sua função, isto é, a de criar um espaço muito humano algures a meio caminho entre uma seara e uma floresta. E como qualquer árvore, para além de ser um elemento vertical da paisagem, evoca também as colunas ascendentes dos templos sagrados, simbolizando pontes vivas entre a terra e o céu.
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Referências:
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Alves, A.M., J.S. Pereira e J.M.N. Silva 2007. O Eucaliptal em Portugal. Impactes Ambientais e Investigação Científica. Eds. A.M. Alves, J.S. Pereira e J.M.N. Silva. ISAPress, Lisboa. 398 p.
Referências:
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Alves, A.M., J.S. Pereira e J.M.N. Silva 2007. O Eucaliptal em Portugal. Impactes Ambientais e Investigação Científica. Eds. A.M. Alves, J.S. Pereira e J.M.N. Silva. ISAPress, Lisboa. 398 p.
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Caldas, E.C. 1990. O drama da campanha do Eucalipto. In Colóquio: Eucalipto. Economia e Território. Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, Lisboa, pp. 99-108.
Caldas, E.C. 1990. O drama da campanha do Eucalipto. In Colóquio: Eucalipto. Economia e Território. Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, Lisboa, pp. 99-108.
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Oliveira Baptista, F. 2007. Prefácio. In O Eucaliptal em Portugal. Impactes Ambientais e Investigação Científica. Eds. A.M. Alves, J.S. Pereira e J.M.N. Silva. ISAPress, Lisboa, pp. 6-10.
Oliveira Baptista, F. 2007. Prefácio. In O Eucaliptal em Portugal. Impactes Ambientais e Investigação Científica. Eds. A.M. Alves, J.S. Pereira e J.M.N. Silva. ISAPress, Lisboa, pp. 6-10.
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Silva, J.S., E. Sequeira, F. Catry e C. Aguiar 2007. Os contras. In Pinhais e eucaliptais – A floresta cultivada. Ed. J.S. Silva. Jornal Público/ Fundação Luso – Americana para o Desenvolvimento/ Liga para a Protecção da Natureza, Lisboa, pp. 221-259.
Silva, J.S., E. Sequeira, F. Catry e C. Aguiar 2007. Os contras. In Pinhais e eucaliptais – A floresta cultivada. Ed. J.S. Silva. Jornal Público/ Fundação Luso – Americana para o Desenvolvimento/ Liga para a Protecção da Natureza, Lisboa, pp. 221-259.
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Soares, J., L. Leal, P. Canaveira, F. Goes e A. Fialho 2007. Porquê cultivar o eucalipto? In Pinhais e eucaliptais - A floresta cultivada. Ed. J.S. Silva. Jornal Público/ Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento/ Liga para a Protecção da Natureza, Lisboa, pp. 185-219.
Soares, J., L. Leal, P. Canaveira, F. Goes e A. Fialho 2007. Porquê cultivar o eucalipto? In Pinhais e eucaliptais - A floresta cultivada. Ed. J.S. Silva. Jornal Público/ Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento/ Liga para a Protecção da Natureza, Lisboa, pp. 185-219.
Sexta-feira, Maio 02, 2008
PROCURO...
Ando à procura do meu crash pad!!!
é um crash da BEAL,CASTANHO e com um enorme BÓNUS na parte de trás!
todos o conhecem(há muitas fotos dele aqui em baixo)...
alguem sabe dele???
a ultima vez que o vi foi no dia 6 de Março...
eu sei que tá a dar jeito a alguem que bem precisa(só não sei a quem),mas eu voltei a escalar esta semana e não tenho o meu pequerruxo!!!!
vá quem o tiver que diga... eu tenho saudades!!!
xau xau
é um crash da BEAL,CASTANHO e com um enorme BÓNUS na parte de trás!
todos o conhecem(há muitas fotos dele aqui em baixo)...
alguem sabe dele???
a ultima vez que o vi foi no dia 6 de Março...
eu sei que tá a dar jeito a alguem que bem precisa(só não sei a quem),mas eu voltei a escalar esta semana e não tenho o meu pequerruxo!!!!
vá quem o tiver que diga... eu tenho saudades!!!
xau xau
Quarta-feira, Abril 02, 2008
Tira as mãozinhas pá!
Estavam um inglês, um alemão e um português num café quando o inglês diz aos outros:
- Esse que aí entrou é igualzinho a Jesus Cristo.
- Pois, pois - dizem os outros.
- Estou-vos a dizer. A barba, a túnica...
O inglês levanta-se, dirige-se ao homem e pergunta:
- Tu és Jesus Cristo, não é verdade?
- Eu? Que ideia!
- Eu acho que sim. Tu és Jesus Cristo.
- Já disse que não. Deixa-me em paz!
- Eu sei que tu és Jesus Cristo.
- Pôrra! Mas fala mais baixo.
Tanto insiste que o homem lhe diz baixinho:
- Sou efectivamente Jesus Cristo mas fala baixo e não digas a ninguém senão isto fica aqui um pandemónio.
- Fiz uma lesão no joelho em pequeno. Cura-me.
- Milagres não. Tu vais contar aos teus amigos e eu passo a tarde a fazer milagres. O inglês tanto insiste que Jesus Cristo põe-lhe a mão sobre o joelho e cura-o.
- Obrigado. Ficarei eternamente grato - agradece, emocionado, o inglês.
- Sim, sim. Não grites e vai-te embora. Não contes a ninguém.
O inglês, mal chegou à mesa, contou aos amigos. O alemão levantou-se logo e dirigiu-se a ele.
- O meu amigo disse-me que eras Jesus Cristo e que o curaste. Tenho um olho de vidro. Cura-me.
- Não sou nada Jesus Cristo. Fala baixo.
O alemão tanto insistiu que Jesus Cristo passou-lhe a mão pelos olhos e curou-o.
- Vai-te agora embora e não contes a ninguém.
Mas Jesus Cristo bem o viu a contar a história aos amigos e ficou à espera de ver o português ir ter com ele. O tempo foi passando e nada. Mordido pela curiosidade dirigiu-se à mesa dos três amigos e, pondo a mão sobre o ombro do português, começou a perguntar:
- E tu, não queres que...
O português levanta-se de um salto, afastando-se dele:
- Eh, tira as mãozinhas que eu estou de baixa!!!
- Esse que aí entrou é igualzinho a Jesus Cristo.
- Pois, pois - dizem os outros.
- Estou-vos a dizer. A barba, a túnica...
O inglês levanta-se, dirige-se ao homem e pergunta:
- Tu és Jesus Cristo, não é verdade?
- Eu? Que ideia!
- Eu acho que sim. Tu és Jesus Cristo.
- Já disse que não. Deixa-me em paz!
- Eu sei que tu és Jesus Cristo.
- Pôrra! Mas fala mais baixo.
Tanto insiste que o homem lhe diz baixinho:
- Sou efectivamente Jesus Cristo mas fala baixo e não digas a ninguém senão isto fica aqui um pandemónio.
- Fiz uma lesão no joelho em pequeno. Cura-me.
- Milagres não. Tu vais contar aos teus amigos e eu passo a tarde a fazer milagres. O inglês tanto insiste que Jesus Cristo põe-lhe a mão sobre o joelho e cura-o.
- Obrigado. Ficarei eternamente grato - agradece, emocionado, o inglês.
- Sim, sim. Não grites e vai-te embora. Não contes a ninguém.
O inglês, mal chegou à mesa, contou aos amigos. O alemão levantou-se logo e dirigiu-se a ele.
- O meu amigo disse-me que eras Jesus Cristo e que o curaste. Tenho um olho de vidro. Cura-me.
- Não sou nada Jesus Cristo. Fala baixo.
O alemão tanto insistiu que Jesus Cristo passou-lhe a mão pelos olhos e curou-o.
- Vai-te agora embora e não contes a ninguém.
Mas Jesus Cristo bem o viu a contar a história aos amigos e ficou à espera de ver o português ir ter com ele. O tempo foi passando e nada. Mordido pela curiosidade dirigiu-se à mesa dos três amigos e, pondo a mão sobre o ombro do português, começou a perguntar:
- E tu, não queres que...
O português levanta-se de um salto, afastando-se dele:
- Eh, tira as mãozinhas que eu estou de baixa!!!
Quinta-feira, Março 13, 2008
Aparente rubrica de cinema
Estreou este sábado passado o fabuloso filme “Esta via não é para velhos”. Complexa trama de relações fissuradas sobre uma base sólida que justifica que se tenha classificado este filme vertical de “para maiores de 18 amigos”.
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O enredo centra-se na relação insustentável entre uma personagem que ambiciona progredir, investigando movimentos dinâmicos e outra que representa uma oculta força gravítica e criminosa que a tudo recorre para o impedir de atingir o termo desse seu percurso que, simbolicamente, é um cume na sua vida. As falas das personagens são por vezes monólogos surreais com amigos imaginários e difíceis de entender numa primeira visualização. Por este último motivo, mas também pela excelência do filme, eu e o também crítico Nuno, vimo-lo várias vezes de seguida.
O enredo centra-se na relação insustentável entre uma personagem que ambiciona progredir, investigando movimentos dinâmicos e outra que representa uma oculta força gravítica e criminosa que a tudo recorre para o impedir de atingir o termo desse seu percurso que, simbolicamente, é um cume na sua vida. As falas das personagens são por vezes monólogos surreais com amigos imaginários e difíceis de entender numa primeira visualização. Por este último motivo, mas também pela excelência do filme, eu e o também crítico Nuno, vimo-lo várias vezes de seguida.
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Assim, estamos em condições de confirmar que se trata de um novo patamar de qualidade nesta modalidade de movimento animado de autoprotecção, representando uma ascensão estética que rompe com os padrões clássicos a que estávamos habituados no nosso ainda pouco consistente cinema, dito, de emoções fortes. A confirmar ainda a excelência da realização somente se diga que o filme recebeu dois Óscares para “a melhor saída à rasca” e “melhor ambiente dramático”.
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Concluindo, esta película é uma verdadeira fissura que quebra a monotonia de uma quase lisa e desenxabida produção nacional no que toca e se encorda com a genialidade natural desta arte. A não perder, portanto. Naquele cinema bem perto de si.
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Concluindo, esta película é uma verdadeira fissura que quebra a monotonia de uma quase lisa e desenxabida produção nacional no que toca e se encorda com a genialidade natural desta arte. A não perder, portanto. Naquele cinema bem perto de si.
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Cotação (3 a 9 estrelas): Dou-lhe 7+
Sábado, Março 08, 2008
Quinta-feira, Março 06, 2008
Quarta-feira, Março 05, 2008
Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Doce de tomate!
Enquanto me preparo p'ró exame do "mastoideu" p'ra poder dizer como o Vasquinho "Mas chame-me Doutor!" Ainda vai dando para apertar um pouco. Finalmente, o duro ficou fácil e o amargo doce. Sem dúvida uma via "best of" e "must do". Por estar absolutamente sem tempo para posts (para escalar sempre se arranjam umas horas), ficam aqui apenas umas fotos antigas do Cuca.
....Nesta reunião eu e o Leo passámos umas 7 horas a tentar fazer doce. Tivemos que nos enfurecer várias vezes e no total demos uns 12 pegues à via.
....Nesta reunião eu e o Leo passámos umas 7 horas a tentar fazer doce. Tivemos que nos enfurecer várias vezes e no total demos uns 12 pegues à via.
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Domingo, Janeiro 06, 2008
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Previsão para o fim de semana
Ela 'tá a cair e vai continuar a cair!
(não, não é a Içabel na Bambi e na UHU)
É só a chuva que promete arrebanhar os escaladores para o curral do Portinho.
(não, não é a Içabel na Bambi e na UHU)
É só a chuva que promete arrebanhar os escaladores para o curral do Portinho.
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Cavalgar o Tigre (II)
Como o nome que eu sugeri suscitou um vago encolher de ombros e pouco entusiasmo, eu vi-me na obrigação de deixar aqui um breve significado dessa expressão.
“Cavalgar o Tigre” é um simbolismo e a sua força expressiva, como em qualquer símbolo, está no que sugere, no que evoca, pelo poder de uma imagem que compreendemos internamente sem a conseguirmos bem explicar por esse meio de expressão tão limitado como o é a linguagem. Trata-se de uma expressão extremo-oriental que simboliza o combate com um inimigo muito superior às nossas forças. Não o podemos enfrentar de frente, devemos cavalgá-lo e deixarmo-nos arrastar por ele sem contudo permitir que nos devore.
Obviamente, o primeiro sentido do “Tigre” é o de uma fera dentro de nós próprios (pois não começam todas as nossas derrotas pelo nosso interior?). Secundariamente, o “Tigre” é também exterior e toma a forma de alguns desafios que enfrentamos. Aqui, e para mim especificamente, o Tigre tomou a forma desta natural e magnífica fissura cor-de-laranja.
E por fim, resta referir que “Cavalgar o Tigre” é também o título de um livro de um autor “maldito”, muito politicamente incorrecto.
“Cavalgar o Tigre” é um simbolismo e a sua força expressiva, como em qualquer símbolo, está no que sugere, no que evoca, pelo poder de uma imagem que compreendemos internamente sem a conseguirmos bem explicar por esse meio de expressão tão limitado como o é a linguagem. Trata-se de uma expressão extremo-oriental que simboliza o combate com um inimigo muito superior às nossas forças. Não o podemos enfrentar de frente, devemos cavalgá-lo e deixarmo-nos arrastar por ele sem contudo permitir que nos devore.
Obviamente, o primeiro sentido do “Tigre” é o de uma fera dentro de nós próprios (pois não começam todas as nossas derrotas pelo nosso interior?). Secundariamente, o “Tigre” é também exterior e toma a forma de alguns desafios que enfrentamos. Aqui, e para mim especificamente, o Tigre tomou a forma desta natural e magnífica fissura cor-de-laranja.
E por fim, resta referir que “Cavalgar o Tigre” é também o título de um livro de um autor “maldito”, muito politicamente incorrecto.
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E é deste livro a seguinte passagem (desculpem mas vai mesmo em francês):
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“Chevaucher le Tigre, cette formule extrême-orientale signifie que si l’on réussit à chevaucher un tigre, on l’empêche de se jeter sur vous et, qu’en outre, si l’on ne descend pas, si l’on maintient la prise, il se peut que l’on ait, a la fin, raison de lui.”
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É escusado acrescentar que não se trata de um livro de escalada. É antes um manual de sobrevivência para fazer face ao mundo moderno entendido como um tigre, ou seja, destinado àqueles que não se sentem bem como um peixe na água na sociedade que nos rodeia (por todos os lados excepto por cima e por dentro) nem elegeram o tubo digestivo como o órgão mais importante.
É escusado acrescentar que não se trata de um livro de escalada. É antes um manual de sobrevivência para fazer face ao mundo moderno entendido como um tigre, ou seja, destinado àqueles que não se sentem bem como um peixe na água na sociedade que nos rodeia (por todos os lados excepto por cima e por dentro) nem elegeram o tubo digestivo como o órgão mais importante.
Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
Cavalgar o Tigre (I)
Dia 23, mais uma vez, como vem sendo hábito neste perfeito Inverno de escaladores, eu e o Nuno fomos ao Espinhaço passar um dia solitário entre entaladores e amigos.
Uma das coisas boas da escalada clássica, pelo menos para nós que nunca nos deixamos de sentir meio-principiantes, é que damos menos pelos altos e baixos da nossa forma física. Na escalada desportiva quase sempre estamos presos ao “estado do dia”, a essa tirania da “forma”, está-se fraco ou forte e isso condiciona decisivamente o dia e por arrastamento as nossas hipotéticas alegrias. Mas na clássica não, a “forma” é relegada para segundo plano e a motivação toma as rédeas do dia. Ao contrário, esta é uma das razões porque a escalada desportiva muitas vezes me desaponta, porque chego à falésia capaz (na minha imaginação e motivação) de engolir as vias todas e depois arrasto-me pelas vias onde devia aquecer. Esta opressão, da verdade clássica invertida “molem agitat mens”, é um dos aspectos mais negativos e mais difícil de combater na escalada desportiva.
Nesse dia a parede estava perfeita debaixo de um céu aberto. O nosso objectivo já o traziamos definido de véspera. Entrar pela Tomatada (na verdade é a Transatlântica), fazer os três primeiros largos e abrir uma saída nova, passando por uma fissura à esquerda do largo difícil da Tomatada. No fundo o dia centrava-se naquela fissura a meio da parede.
Abrir essa fissura era um dos meus projectos pendentes “um dia tem que ser”. Desses projectos que todos temos a remoer-nos o subconsciente desde que pela primeira vez o trazemos para dentro da cabeça. E dia 23 foi o dia dessa fissura.
Assim, lá nos postámos debaixo dela, sob um sol bem quente. E dez amigos e três entaladores depois, conquistámos essa fissura que é a nova maravilha desse mundo antigo que é o Espinhaço. Cavalgámos por ela, atirou-nos ao chão, voltámos à carga e saímos vitoriosos.
Dizer que essa fissura é excelente e estética é ainda pouco... Tenho para mim que quem escala e abre vias anda à procura de qualquer coisa e este “andar à procura” faz parte da minha definição de escalada. E o que de melhor posso dizer desta via é que encontrei nela um traço dessa indefinida, incerta coisa que se procura, como um pedaço de luz para um descontentamento de sombras. Sim, eu bem sei que aparentemente não passa de mais uma fenda de apenas 15 m numa parede qualquer, mas os maiores tesouros têm aparências simples.
Na altura pareceu-nos inevitável que teriamos que colocar uma plaquete no início da fissura, pois as protecções são... algo difíceis de colocar e a queda é limpinha... numa plataforma. No entanto, se na altura a ideia não me agradou, agora é-me insuportável como a ideia de espetar um piton entre duas costelas! E ainda bem que não tinhamos nenhum furador à mão porque a oportunidade faz o criminoso. É que a linha é perfeita e o ferro ali sobressairia como uma aberração ou uma violação. Como uma monstruosa exibição de uma fraqueza assumida, o medo das nossas entranhas transmutado em metal e escancarado ao mundo! É engraçado como evolui num escalador a maneira de encarar as plaquetes na escalada clássica. Ao princípio, quando encontramos uma plaquete numa via, ficamos contentes e aliviados e vêmo-las como bóias salva-vidas. Depois, quando começamos a tratar os amigos por tu, ao encontramos uma plaquete ficamos tristes e desapontados e vêmo-las como grilhetas das nossas sensações de liberdade.
Para terminar a via, em contraste com esse largo de fissura extraprumada, saímos por um largo de muito fácil protecção que fica como um dos melhores do Espinhaço. E já lá em cima, à noite e à conversa com a outra cordada do dia, o Mário pergunta pelo nome da nova via.
Uma das coisas boas da escalada clássica, pelo menos para nós que nunca nos deixamos de sentir meio-principiantes, é que damos menos pelos altos e baixos da nossa forma física. Na escalada desportiva quase sempre estamos presos ao “estado do dia”, a essa tirania da “forma”, está-se fraco ou forte e isso condiciona decisivamente o dia e por arrastamento as nossas hipotéticas alegrias. Mas na clássica não, a “forma” é relegada para segundo plano e a motivação toma as rédeas do dia. Ao contrário, esta é uma das razões porque a escalada desportiva muitas vezes me desaponta, porque chego à falésia capaz (na minha imaginação e motivação) de engolir as vias todas e depois arrasto-me pelas vias onde devia aquecer. Esta opressão, da verdade clássica invertida “molem agitat mens”, é um dos aspectos mais negativos e mais difícil de combater na escalada desportiva.
Nesse dia a parede estava perfeita debaixo de um céu aberto. O nosso objectivo já o traziamos definido de véspera. Entrar pela Tomatada (na verdade é a Transatlântica), fazer os três primeiros largos e abrir uma saída nova, passando por uma fissura à esquerda do largo difícil da Tomatada. No fundo o dia centrava-se naquela fissura a meio da parede.
Abrir essa fissura era um dos meus projectos pendentes “um dia tem que ser”. Desses projectos que todos temos a remoer-nos o subconsciente desde que pela primeira vez o trazemos para dentro da cabeça. E dia 23 foi o dia dessa fissura.
Assim, lá nos postámos debaixo dela, sob um sol bem quente. E dez amigos e três entaladores depois, conquistámos essa fissura que é a nova maravilha desse mundo antigo que é o Espinhaço. Cavalgámos por ela, atirou-nos ao chão, voltámos à carga e saímos vitoriosos.
Dizer que essa fissura é excelente e estética é ainda pouco... Tenho para mim que quem escala e abre vias anda à procura de qualquer coisa e este “andar à procura” faz parte da minha definição de escalada. E o que de melhor posso dizer desta via é que encontrei nela um traço dessa indefinida, incerta coisa que se procura, como um pedaço de luz para um descontentamento de sombras. Sim, eu bem sei que aparentemente não passa de mais uma fenda de apenas 15 m numa parede qualquer, mas os maiores tesouros têm aparências simples.
Na altura pareceu-nos inevitável que teriamos que colocar uma plaquete no início da fissura, pois as protecções são... algo difíceis de colocar e a queda é limpinha... numa plataforma. No entanto, se na altura a ideia não me agradou, agora é-me insuportável como a ideia de espetar um piton entre duas costelas! E ainda bem que não tinhamos nenhum furador à mão porque a oportunidade faz o criminoso. É que a linha é perfeita e o ferro ali sobressairia como uma aberração ou uma violação. Como uma monstruosa exibição de uma fraqueza assumida, o medo das nossas entranhas transmutado em metal e escancarado ao mundo! É engraçado como evolui num escalador a maneira de encarar as plaquetes na escalada clássica. Ao princípio, quando encontramos uma plaquete numa via, ficamos contentes e aliviados e vêmo-las como bóias salva-vidas. Depois, quando começamos a tratar os amigos por tu, ao encontramos uma plaquete ficamos tristes e desapontados e vêmo-las como grilhetas das nossas sensações de liberdade.
Para terminar a via, em contraste com esse largo de fissura extraprumada, saímos por um largo de muito fácil protecção que fica como um dos melhores do Espinhaço. E já lá em cima, à noite e à conversa com a outra cordada do dia, o Mário pergunta pelo nome da nova via.
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...- Cavalgar o Tigre – disse eu. E o Nuno atira as mãos à cabeça.
...- Que raio de nome é esse!?...
...- Cavalgar o Tigre – disse eu. E o Nuno atira as mãos à cabeça.
...- Que raio de nome é esse!?...
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Terça-feira, Dezembro 25, 2007
Domingo, Dezembro 23, 2007
Terça-feira, Dezembro 18, 2007
Colecta para Fundo de Futuros Furos (nova Hilty)
E agora uma parte menos melodramática mas mais “pão, pão, queijo, queijo”, ou “furo, furo, perninho, perninho, via, via”. Tristezas não pagam dívidas e é preciso substituir a Hilty. Não vamos deixar o incompetente, digo, infortunado, desgraçado, desventurado, Nuno, acarretar, para além da sua consciência para sempre traumatizada pelo remorso, com o ónus ou ânus angustioso desta substituição. Afinal de contas foi em prole de todos nós, parasitas das vias alheias, que acreditamos que elas caem do céu, que se deu o horrendo evento.
Assim, para que possamos continuar a ter vias novinhas mensalmente, limpinhas, de todos os graus (psst, mas sobretudo duras, ouviste?), pelas mãos, desse hoje malogrado, mas amanhã equipador renovado, creio que é justo que todos, na medida da sua vontade/possibilidade/consciência, contribuamos para esta aquisição.
.
Fundo do escalador desvalido
.
0033 0000 0198 0154 065 76
Assim, para que possamos continuar a ter vias novinhas mensalmente, limpinhas, de todos os graus (psst, mas sobretudo duras, ouviste?), pelas mãos, desse hoje malogrado, mas amanhã equipador renovado, creio que é justo que todos, na medida da sua vontade/possibilidade/consciência, contribuamos para esta aquisição.
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Fundo do escalador desvalido
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0033 0000 0198 0154 065 76
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(Todas as contribuições serão reportadas e actualizadas no Fórum Havista pelo Nuno Pinheiro)
(Todas as contribuições serão reportadas e actualizadas no Fórum Havista pelo Nuno Pinheiro)
Requiem por uma Hilty
Como já alguns sabem o maior equipador de Portugal deixou-nos. É um momento triste. Em jeito de despedida e de homenagem, façam-se aqui, não dois minutos de silêncio, mas dois minutos de broca a furar
BBRRRRRRR,RRRRRRRRR....BRRRRRR..BRRR...BR..BR...brrr...r...r...
em memória dessa incansável, que desde que deu a primeira volta, nunca parou de rodar, a furar por esse Portugal fora para que muitos pudessem com as suas belas expressos reluzentes ter os tomates menos apertados. Abnegadamente, sob a chuva e ao sol, foram quase 15 anos ao serviço, sem nunca ouvir agradecimentos, mas pelo contrário, apenas insultos e palavrões de quem não a sabia pôr a trabalhar. Que descanse em paz no fundo do Oceano Atlântico! A Furadeira morreu, viva a Furadeira!
Muitos quererão saber como foram os últimos momentos dessa heroína. Pois bem, sem exageros, foi uma morte épica...
Num primeiro acto, 15 dias antes no mesmo local (Sesimbra), ela já deixara antever que se predestinava algo de terrível, pois recusara-se a girar nessa parede que seria a sua perdição. Num segundo acto, neste passado Domingo, depois de 16 furos esforçados e sinceros, dando o seu melhor, cumprindo mais uma vez o seu trabalho, sem um queixume, furou como se ignorasse o seu destino. Mas a morte das máquinas tinha-lhe já marcado o encontro. E sem sequer ter direito a um último copo de óleo ou à última broca do condenado, girou desta terra feita de paredes para o paraíso das máquinas, onde a esperavam 69 baterias virgens. Segundo testemunhas oculares: “...partiu-se em duas quando a unha que prendia o escalador saltou!”, “...e ela ainda girava enquanto caía de 70 m...”.
BBRRRRRRR,RRRRRRRRR....BRRRRRR..BRRR...BR..BR...brrr...r...r...
em memória dessa incansável, que desde que deu a primeira volta, nunca parou de rodar, a furar por esse Portugal fora para que muitos pudessem com as suas belas expressos reluzentes ter os tomates menos apertados. Abnegadamente, sob a chuva e ao sol, foram quase 15 anos ao serviço, sem nunca ouvir agradecimentos, mas pelo contrário, apenas insultos e palavrões de quem não a sabia pôr a trabalhar. Que descanse em paz no fundo do Oceano Atlântico! A Furadeira morreu, viva a Furadeira!
Muitos quererão saber como foram os últimos momentos dessa heroína. Pois bem, sem exageros, foi uma morte épica...
Num primeiro acto, 15 dias antes no mesmo local (Sesimbra), ela já deixara antever que se predestinava algo de terrível, pois recusara-se a girar nessa parede que seria a sua perdição. Num segundo acto, neste passado Domingo, depois de 16 furos esforçados e sinceros, dando o seu melhor, cumprindo mais uma vez o seu trabalho, sem um queixume, furou como se ignorasse o seu destino. Mas a morte das máquinas tinha-lhe já marcado o encontro. E sem sequer ter direito a um último copo de óleo ou à última broca do condenado, girou desta terra feita de paredes para o paraíso das máquinas, onde a esperavam 69 baterias virgens. Segundo testemunhas oculares: “...partiu-se em duas quando a unha que prendia o escalador saltou!”, “...e ela ainda girava enquanto caía de 70 m...”.
...Aquela máquina!
...
Miguelin says:
O nuno já te contou não?...
Filipe CS says:
Sim já me disse...
Filipe CS says:
tinha muita história esse berbeque
Miguelin says:
pois...
Filipe CS says:
furou umas 400 vias
Miguelin says:
aí está um bom nome!
Miguelin says:
o berbeque e as 400 vias roubadas
Filipe CS says:
Ou: os berbeques morrem a furar
Filipe CS says:
o último berbeque
Miguelin says:
vou convidar o nuno
Rasputin has been added to the conversation.
Miguelin says:
nomes para a via!
Filipe CS says:
O último furo
Filipe CS says:
A chapa da desgraça
Miguelin says:
mas 400 é um bom número
e devia entrar no nome
Filipe CS says:
O buraco 400
As 400 furadelas
Rasputin says:
400?!?
Filipe CS says:
400 vias equipadas com esse berbeque
Filipe CS says:
Guia, mexilhoeiro, metade da fenda
Filipe CS says:
Poios, Naranjo
Rasputin says:
Montejunto, Sagres, Reguengo
Miguelin says:
Verdon
Rasputin says:
?!
Filipe CS says:
Verdon!?
Miguelin says:
sim, nunca lá foram? Não conhecem?
Filipe CS says:
lol, não, o que é isso?
Miguelin says:
mas... não era para escrever nomes de falésias!?
Filipe CS says:
desconversador!
Rasputin says:
Buracas, sesimbra, azoia
Filipe CS says:
Desplomolãndia, maquinódramo
Miguelin says:
Yosemite
Filipe CS says:
Fojo, Pinheirinhos
Rasputin says:
Dente de leão, espinhaço
Filipe CS says:
Milhares de furos! Em muitos sítios
Rasputin says:
garganta atlântica
Miguelin says:
garganta funda!
Filipe CS says:
Miguel! Isto é um momento de nostalgia! Porque no te callas!
Miguelin says:
o Francisco já sabe?
será q ele vai aguentar a notícia?
Rasputin says:
baía dos náufragos, sintra, praia da ursa
Rasputin says:
Murches, corredor dos mercadores
Filipe CS says:
e nem foi enterrada...
não teve um adeus sequer...
Rasputin says:
como se chama aquela falésia depois da fenda?
Rasputin says:
pedreiras
Miguelin says:
outão
Filipe CS says:
Loulé
Filipe CS says:
onde há paredes há um furo daquela máquina
mas morreu a furar!
Filipe CS says:
e a enterrar a broca como um bravo!...
Rasputin says:
como destruir um mito em dois actos!
Filipe CS says:
se quiseres faço um copypast desta conversa para o blog... e fica a notícia dada
Rasputin says:
lol
Miguelin says:
sim, todos podem chorar assim
Rasputin says:
muito triste
fui lá abaixo ver os restos mortais
Filipe CS says:
mexia? tremia ao menos?
Rasputin says:
e só encontrei um pedaço de plástico de um cm
Filipe CS says:
lol
Miguelin says:
mas que vai ficar no teu porta-chaves para sempre
Rasputin says:
claro
Filipe CS says:
ou ao pescoço como um amuleto!
Rasputin says:
ou então devolvo ao fran
Filipe CS says:
dentro de uma urna… É melhor enviares por correio…
Rasputin says:
tentei ligar-lhe… ele ainda não sabe
Filipe CS says:
Ops, vai ser um duro golpe
…
E depois de mais conversa a afinar os nomes, as 3 vias, as últimas obras de uma máquina que marcou a escalada portuguesa para sempre, ficaram assim baptizadas:
…
Jaz Ali Berbeká e os 400 Viões
3F (O furo fatal da furadeira)
Morte em Dois Actos
...
Filipe CS says:
e por mim nem furava os dois furos que faltam à via
Filipe CS says:
em homenagem à velha Hilty. É um desrespeito uma novinha ir lá acabar o trabalho dela...
Rasputin says:
Um runout em honra ao berbek
Filipe CS says:
É bem justo. Um runout de 6m!
Miguelin says:
fácil?
Rasputin says:
ya
Filipe CS says:
Claro, facílimo...
Rasputin says:
lol
Miguelin says:
Deve ser...
Miguelin says:
O nuno já te contou não?...
Filipe CS says:
Sim já me disse...
Filipe CS says:
tinha muita história esse berbeque
Miguelin says:
pois...
Filipe CS says:
furou umas 400 vias
Miguelin says:
aí está um bom nome!
Miguelin says:
o berbeque e as 400 vias roubadas
Filipe CS says:
Ou: os berbeques morrem a furar
Filipe CS says:
o último berbeque
Miguelin says:
vou convidar o nuno
Rasputin has been added to the conversation.
Miguelin says:
nomes para a via!
Filipe CS says:
O último furo
Filipe CS says:
A chapa da desgraça
Miguelin says:
mas 400 é um bom número
e devia entrar no nome
Filipe CS says:
O buraco 400
As 400 furadelas
Rasputin says:
400?!?
Filipe CS says:
400 vias equipadas com esse berbeque
Filipe CS says:
Guia, mexilhoeiro, metade da fenda
Filipe CS says:
Poios, Naranjo
Rasputin says:
Montejunto, Sagres, Reguengo
Miguelin says:
Verdon
Rasputin says:
?!
Filipe CS says:
Verdon!?
Miguelin says:
sim, nunca lá foram? Não conhecem?
Filipe CS says:
lol, não, o que é isso?
Miguelin says:
mas... não era para escrever nomes de falésias!?
Filipe CS says:
desconversador!
Rasputin says:
Buracas, sesimbra, azoia
Filipe CS says:
Desplomolãndia, maquinódramo
Miguelin says:
Yosemite
Filipe CS says:
Fojo, Pinheirinhos
Rasputin says:
Dente de leão, espinhaço
Filipe CS says:
Milhares de furos! Em muitos sítios
Rasputin says:
garganta atlântica
Miguelin says:
garganta funda!
Filipe CS says:
Miguel! Isto é um momento de nostalgia! Porque no te callas!
Miguelin says:
o Francisco já sabe?
será q ele vai aguentar a notícia?
Rasputin says:
baía dos náufragos, sintra, praia da ursa
Rasputin says:
Murches, corredor dos mercadores
Filipe CS says:
e nem foi enterrada...
não teve um adeus sequer...
Rasputin says:
como se chama aquela falésia depois da fenda?
Rasputin says:
pedreiras
Miguelin says:
outão
Filipe CS says:
Loulé
Filipe CS says:
onde há paredes há um furo daquela máquina
mas morreu a furar!
Filipe CS says:
e a enterrar a broca como um bravo!...
Rasputin says:
como destruir um mito em dois actos!
Filipe CS says:
se quiseres faço um copypast desta conversa para o blog... e fica a notícia dada
Rasputin says:
lol
Miguelin says:
sim, todos podem chorar assim
Rasputin says:
muito triste
fui lá abaixo ver os restos mortais
Filipe CS says:
mexia? tremia ao menos?
Rasputin says:
e só encontrei um pedaço de plástico de um cm
Filipe CS says:
lol
Miguelin says:
mas que vai ficar no teu porta-chaves para sempre
Rasputin says:
claro
Filipe CS says:
ou ao pescoço como um amuleto!
Rasputin says:
ou então devolvo ao fran
Filipe CS says:
dentro de uma urna… É melhor enviares por correio…
Rasputin says:
tentei ligar-lhe… ele ainda não sabe
Filipe CS says:
Ops, vai ser um duro golpe
…
E depois de mais conversa a afinar os nomes, as 3 vias, as últimas obras de uma máquina que marcou a escalada portuguesa para sempre, ficaram assim baptizadas:
…
Jaz Ali Berbeká e os 400 Viões
3F (O furo fatal da furadeira)
Morte em Dois Actos
...
Filipe CS says:
e por mim nem furava os dois furos que faltam à via
Filipe CS says:
em homenagem à velha Hilty. É um desrespeito uma novinha ir lá acabar o trabalho dela...
Rasputin says:
Um runout em honra ao berbek
Filipe CS says:
É bem justo. Um runout de 6m!
Miguelin says:
fácil?
Rasputin says:
ya
Filipe CS says:
Claro, facílimo...
Rasputin says:
lol
Miguelin says:
Deve ser...
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
Bibs...
.jpg)
Rui diz:
como e que se chama o 7c q provast?
...BiB's...Age quod agis...Sempre drent da lei...diz:
7c+
Rui diz:
ou isso
...BiB's...Age quod agis...Sempre drent da lei...diz:
acelarador de particolas ou moleculas n sei bem
Domingo, Dezembro 02, 2007
Quinta-feira, Novembro 22, 2007
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
Especial ESPINHO-ART 2007
como disse o equipador oficial da competição
"Isto não foi uma competição...Isto foi arte!"

"Isto não foi uma competição...Isto foi arte!"

(bloco nº15 "o verrugas")
especial ESPIHO II
Como ainda correm poucas fotos de espinho na internet...

Zé a tentar encadear o ultimo bloco da final

André a flashar o 1º bloco da final

fred na fissura

Zé a Flashar o 2º bloco da final

Zé a tentar encadear o ultimo bloco da final

André a flashar o 1º bloco da final

fred na fissura

Zé a Flashar o 2º bloco da final
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Especial Espinho

(Bloco nº5)

(Bloco nº14)

(Bloco nº3)

(bloco nº2)

(bloco nº3)

(bloco nº17)

(bloco nº4)

(bloco nº19)

(bloco nº12)





















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